Dra. Lessandra Bazi – Hematologista em Anápolis – GO

Introdução: o que é a dor no câncer?

A dor relacionada ao câncer, é um sintoma muito comum e impactante. 

Ela pode vir de diferentes causas: do próprio tumor, das consequências do tumor, como fraturas ósseas ou compressões por massas grandes,  da inflamação do câncer, dos tratamentos ou de complicações como infecções ou neuropatias (dores nos nervos).

O mais importante: a dor pode e deve ser tratada. Nenhum paciente precisa sofrer sem opções.

O papel do hematologista da dor do câncer

O hematologista é o médico especialista que acompanha todo o curso da doença. Ele tem papel fundamental em:

  • Diagnosticar e tratar a dor desde o início.
  • Ajustar o tratamento conforme a fase da doença.
  • Encaminhar para cuidados de suporte ou outras especialidades quando necessário (oncologia, ortopedia, radioterapia, cuidados paliativos).
  • Acompanhar os efeitos colaterais das medicações do tratamento do mieloma e das medicações para dor.

Em muitos casos, o hematologista trabalha em conjunto com:

  • Equipe de dor ou cuidados paliativos: Para dor de difícil controle.
  • Fisioterapia: Para ajudar a manter a mobilidade e prevenir fraqueza.
  • Psicologia e serviço social: Para apoiar o paciente e a família emocionalmente.
  • Nutrição: Em casos com perda de apetite ou desnutrição.

Sobre mim:

A Dra. Lessandra Bazi é uma hematologista experiente no tratamento de doenças onco-hematológicas, ou seja, tumores do sangue que são causadores de dor.

Grande parte dessa experiência vem do seu trabalho no serviço de referência de oncohematologia do estado de Goiás pelo SUS (Hospital de câncer Araújo Jorge), que acaba concentrando um grande número de pacientes de outras cidades do estado. 

A visão da Dra. Lessandra contempla o controle da dor do câncer e todos os sintomas relacionados à doença e ao tratamento. Muitas quimioterapias podem causar efeitos indesejáveis ao paciente e saber manejar esses sintomas é essencial no tratamento desse paciente ao longo do tempo. 

Todas essas dores podem ser amenizadas e se tornar suportáveis com a medicação e medida certa. 

A dra. Lessandra tem uma visão humanizada para conseguir lidar com esses efeitos e direcionar o paciente para conseguir suportar o tratamento até o final.

O que os familiares podem fazer?

  • Escutar e acolher: A dor é subjetiva. Se o paciente diz que dói, é porque dói.
  • Ajudar na rotina de medicação: Anotar horários, lembrar doses.
  • Apoiar nas consultas e decisões médicas.

Ficar atentos a sinais de piora: Fraqueza nas pernas, perda de controle urinário, dor nova súbita.

Dor nos Tipos de Câncer do sangue

Dor no Mieloma Múltiplo

No mieloma múltiplo, as células doentes se acumulam na medula óssea e provocam destruição óssea. Isso leva a:

  • Lesões chamadas “lesões líticas” (áreas em que o osso é “comido” pela doença).
  • Fraturas espontâneas (sem trauma).
  • Compressão de nervos e da medula espinhal.
  • Inflamação no tecido ósseo.

Tipos de dor em pacientes com mieloma múltiplo:

  • Dor óssea (nociceptiva somática): É comum no mieloma múltiplo e ocorre por lesões nos ossos, fraturas ou infiltração do tumor. Pode ser contínua, piorar com movimento e dificultar o sono.
  • Dor neuropática: Queimação, formigamento ou choques. Ocorre quando os nervos são danificados por medicamentos como talidomida ou bortezomibe.
  • Dor visceral: Vem de órgãos internos. Mais rara no mieloma, mas pode acontecer em casos avançados.
  • Dor incidental (aguda e repentina): Crises de dor ao movimentar-se, ao andar ou até mesmo com mudanças de posição.

Além disso, os tratamentos podem causar:

  • Neuropatia periférica, que é o dano nos nervos, comum com o uso de medicamentos como talidomida ou bortezomibe.
  • Mucosite e dor intestinal, por quimioterapias intensas.

Quando procurar ajuda para a dor?

Você ou seu familiar devem buscar o hematologista ou equipe de suporte se:

  • A dor estiver atrapalhando o sono ou atividades do dia a dia.
  • Houver dor intensa mesmo tomando analgésicos simples.
  • Existirem formigamentos, perda de sensibilidade ou fraqueza nas pernas.
  • Houver suspeita de fratura ou dor súbita em uma área onde já havia dor leve.

Como a dor é tratada?

O tratamento ideal é personalizado e pode envolver:

a) Analgésicos simples e opioides

  • Paracetamol ou dipirona: Para dores leves.
  • Tramadol ou codeína: Para dores moderadas.
  • Morfina, oxicodona, fentanil: Para dores intensas.

Importante: O uso de morfina é seguro quando bem indicado. Ela não causa dependência quando usada corretamente.

b) Medicações para dor neuropática

  • Pregabalina ou gabapentina: Diminuem formigamentos e queimações.
  • Amitriptilina ou duloxetina: São antidepressivos que ajudam na dor crônica e no sono.
  • Alternativas: Carbamazepina, venlafaxina.

c) Anti-inflamatórios e corticoides

  • Dexametasona: Reduz inflamação e edema em fraturas ou compressão da medula.
  • Usado com cautela, pois pode piorar glicemia e aumentar risco de infecção.

d) Radioterapia

  • Indicada para áreas com dor intensa localizada ou risco de fratura.
  • Ajuda a reduzir a massa tumoral e controlar sintomas rapidamente.

e) Cirurgias ortopédicas

  • Em caso de fraturas ou risco de colapso da coluna.
  • Pode incluir colocação de cimento ósseo ou estabilização de vértebras (vertebroplastia).

f) Cuidados paliativos

  • Envolvem uma equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, psicólogos) focada em melhorar o conforto, mesmo durante o tratamento ativo do câncer.

Efeitos colaterais comuns dos tratamentos da dor

MedicaçãoEfeitos colaterais comuns
Morfina e opioides fortesConstipação, sonolência, náuseas, boca seca
Pregabalina, gabapentinaTontura, sonolência, inchaço nas pernas
AmitriptilinaBoca seca, prisão de ventre, sonolência
CorticoidesAumento de glicose, insônia, agitação
RadioterapiaCansaço, náuseas locais (dependendo da área irradiada)

Dica: Nunca interrompa a medicação por conta própria. Converse com seu médico para ajustar doses e minimizar efeitos colaterais.

Dor na Leucemia Aguda

A dor é um sintoma que pode acompanhar o diagnóstico ou o tratamento da leucemia aguda, mas muitas vezes é pouco compreendida. Saber identificar os tipos de dor, entender por que ela acontece e reconhecer quando buscar ajuda é essencial para garantir conforto e segurança durante o tratamento.Na leucemia aguda, a medula óssea passa a produzir células doentes (blastos) que se multiplicam rapidamente. Essa infiltração pode causar:

  • Aumento da pressão dentro da medula óssea, gerando dor óssea difusa.
  • Infiltração de órgãos como fígado, baço e gânglios linfáticos.
  • Aumento do baço, causando dor abdominal.
  • Infiltração do sistema nervoso central, levando a cefaleia ou dor neuropática.
  • Complicações do tratamento, como mucosite, neuropatia, inflamação intestinal, entre outros.
  • Infecções, muito frequentes devido à baixa imunidade, podendo causar dor localizada ou generalizada.

A dor não significa piora imediata da doença, mas é sempre um sinal que deve ser avaliado.

 Tipos de dor em pacientes com leucemia aguda

a) Dor óssea (nociceptiva somática)

  • Muito comum no início da doença.
  • Ocorre pela infiltração da medula óssea pelos blastos.
  • Características:
    • Dor difusa, profunda, contínua.
    • Muitas vezes piora à noite.
    • Pode afetar pernas, braços, costas e quadris.

b) Dor devido a infecções

  • Febre, calafrios e dor localizada podem ocorrer quando há infecção bacteriana ou fúngica.
  • Infecções podem causar dor na pele, articulações, garganta, abdômen ou região urinária.
  • É um tipo de dor importante, pois pode indicar emergência médica.

c) Dor visceral

  • Decorrente do aumento do fígado e baço.
  • Dor abdominal, sensação de peso ou plenitude no lado esquerdo.

d) Dor neuropática

  • Mais associada aos tratamentos do que à doença em si.
  • Pode surgir por:
    • Vincristina (quimioterapia que causa neuropatia periférica)
    • Infecções que envolvem nervos
    • Infiltração pelo próprio blastos
  • Sintomas típicos: sensação de choque, queimação, formigamentos, dormência.

e) Dor relacionada aos efeitos colaterais do tratamento

  • Mucosite: feridas na boca e garganta causadas por quimioterapia.
  • Dor abdominal: inflamação intestinal por quimioterapia, constipação por opioides, ou infecções.
  • Dores musculares e articulares: comuns nas fases intensas do tratamento.

f) Dor incidental

  • Dor aguda provocada por movimentos, procedimentos, punções venosas, ou manipulações hospitalares.

Quando procurar ajuda imediatamente?

A dor deve ser comunicada sempre que aparecer, mas existem sinais de alerta:

  • Dor intensa que surge de forma súbita.
  • Dor acompanhada de febre, calafrios ou mal-estar geral.
  • Dor abdominal forte, especialmente no lado esquerdo (risco de ruptura do baço).
  • Dor de cabeça com dificuldade para enxergar, vômitos ou rigidez no pescoço.
  • Dor que impede o paciente de se alimentar, dormir ou realizar atividades básicas.
  • Formigamentos, fraqueza, dificuldade para andar ou usar as mãos.
  • Feridas dolorosas na boca que impedem a hidratação adequada.

Em pacientes com leucemia aguda, toda dor deve ser levada a sério porque pode indicar infecção ou complicação do tratamento.


Como a dor é tratada na leucemia aguda?

O tratamento é individualizado e depende da causa da dor.

a) Analgésicos simples e opioides

  • Dipirona ou paracetamol: primeiras opções para dor leve a moderada.
  • Tramadol ou codeína: usados quando a dor não melhora com analgésicos simples.
  • Morfina, oxicodona ou fentanil: indicados para dores intensas.

Importante:

  • Opioides são seguros quando usados sob acompanhamento.
  • Não causam dependência em tratamentos oncológicos controlados.
  • A dose é ajustada frequentemente para conforto.

b) Medicações para dor neuropática

Indicadas quando há choque, queimação, dormência ou dor de origem nervosa.

  • Gabapentina ou pregabalina
  • Duloxetina ou amitriptilina

Ajustam a sensibilidade dos nervos e ajudam também no sono.

c) Tratamento de infecções

Quando a dor está relacionada à infecção, o manejo envolve:

  • Antibióticos
  • Antifúngicos
  • Hidratação venosa
  • Controle rigoroso da febre

A infecção tratada precocemente reduz o risco de complicações graves.

d) Corticoides

  • Usados quando há inflamação importante, infiltração de órgãos ou dor óssea intensa.
  • Ex.: Dexametasona.
  • Melhoram rapidamente dor e edema, mas exigem vigilância devido a efeitos como aumento de glicemia.

e) Medidas para mucosite e dor gastrointestinal

  • Enxaguantes anestésicos.
  • Laser de baixa intensidade (quando disponível).
  • Analgésicos sistêmicos.
  • Dietas adaptadas.
  • Hidratação intensiva.

f) Cuidados paliativos

Independente da fase do tratamento, a equipe de cuidados paliativos:

  • Controla a dor de forma especializada.
  • Ajuda na nutrição, sono, bem-estar psicossocial.
  • Dá suporte emocional para paciente e família.

Cuidados paliativos não significam fim de tratamento, mas sim melhora de qualidade de vida.

Efeitos colaterais comuns das medicações usadas para dor

MedicaçãoEfeitos comuns
Opioides (morfina, oxicodona, fentanil)Constipação, sonolência, náuseas, boca seca
Gabapentina / PregabalinaTontura, sedação, inchaço
AmitriptilinaBoca seca, constipação, sonolência
CorticoidesAumento da glicemia, insônia, agitação, aumento do apetite
Enxaguantes anestésicos para mucositeDormência temporária na boca
Antibióticos fortesNáuseas, diarréia, dor abdominal

Dicas importantes:

  • Nunca interrompa opioides de forma abrupta.
  • Informe ao médico se houver constipação — geralmente é prevenível.
  • A hidratação e a alimentação adequadas ajudam no controle da dor e dos efeitos colaterais.

Como o paciente pode ajudar no controle da dor?

  • Tome a medicação nos horários corretos.
  • Registre a intensidade da dor para facilitar o ajuste do tratamento.
  • Evite alimentos muito ácidos ou quentes se tiver mucosite.
  • Mantenha boa hidratação.
  • Avise sempre que houver mudança na dor, mesmo que pareça “pequena”.

Dor no Linfoma

A dor pode ou não estar presente no linfoma, pois a doença é muito variável. 

Alguns pacientes passam longos períodos sem dor, enquanto outros apresentam dores relacionadas ao aumento dos gânglios, ao acometimento de órgãos internos ou aos efeitos do tratamento. 

A dor no linfoma está relacionada a diferentes mecanismos fisiopatológicos como: 

Aumento de linfonodos: Os linfonodos aumentados pressionam músculos, nervos e órgãos, causando dor localizada.

A dor no linfoma está relacionada a diferentes mecanismos fisiopatológicos como: 

Infiltração de órgãos internos: Massas tumorais podem ocupar espaço e causar distensão de cápsulas de órgãos como fígado, baço ou rins.

Inflamação sistêmica: A atividade tumoral libera citocinas inflamatórias que causam: Dor muscular, Dor articular, Mal-estar generalizado

Efeitos do tratamento

  • Vincristina: causa neuropatia periférica.
  • Quimioterapia intensa: pode gerar mucosite, gastrite, dor abdominal.
  • Radioterapia: pode causar dor local, irritação cutânea e fadiga.

Infecções associadas: Pacientes em tratamento podem apresentar infecções que provocam dor:

  • Dor de garganta
  • Dor abdominal
  • Dor pulmonar
  • Dor articular

Tipos de dor em pacientes com linfoma

a) Dor por aumento dos linfonodos (dor somática nociceptiva)

O sintoma doloroso mais comum no linfoma ocorre quando um linfonodo cresce muito e comprime estruturas próximas.

Características típicas:

  • Dor localizada em pescoço, axila, virilha ou mediastino.
  • Pode ser sensação de peso ou incômodo antes de ser dor intensa.
  • Dor pode piorar com movimentos ou ao tocar o nódulo.
  • Em alguns pacientes, o consumo de álcool provoca dor no linfonodo — um sinal clássico, porém raro.

b) Dor visceral

Ocorre quando o linfoma acomete órgãos internos, principalmente:

  • Fígado
  • Baço
  • Estômago ou intestino
  • Pulmões e mediastino

Sintomas:
Dor abdominal, sensação de empachamento, dor no peito, dificuldade para respirar ou dor lombar profunda.

c) Dor óssea

Menos comum que no mieloma ou na leucemia, porém pode ocorrer quando:

  • Há infiltração óssea pelo linfoma.
  • Há compressão da medula óssea.

A dor é contínua, profunda e tende a piorar com o tempo.

d) Dor neuropática

Pode surgir por:

  • Infiltração de nervos pelo linfoma.
  • Compressão de raízes nervosas por massas tumorais.
  • Efeitos colaterais da quimioterapia, especialmente vincristina, usada amplamente nos esquemas CHOP, CVP e ABVD.

Sintomas: queimação, choques, dormência, perda de sensibilidade.

e) Dor por sintomas B e inflamação sistêmica

Muitos pacientes relatam “dores no corpo” ou dores musculares devido a:

  • Febre
  • Suor noturno
  • Inflamação sistêmica

Essas dores são difusas, lembrando dor de gripe forte.

f) Dor incidental

Dores agudas provocadas por esforços, mudanças de posição, tosse intensa ou devido ao aumento de linfonodos em regiões sensíveis.


Quando procurar ajuda para a dor?

Entre em contato com seu hematologista quando:

  • A dor impede o sono ou as atividades diárias.
  • A dor piora progressivamente sem explicação.
  • Surgem formigamentos, perda de sensibilidade ou fraqueza.
  • A dor abdominal é intensa, especialmente no lado esquerdo (risco de complicações no baço).
  • A dor aparece junto com febre, calafrios ou mal-estar (pode indicar infecção).
  • Houver dor súbita no peito, coluna ou pernas.

Nunca espere a dor “ficar insuportável”. No linfoma, controle precoce faz grande diferença.


Como a dor é tratada?

O tratamento da dor no linfoma é individualizado e depende da causa.

a) Analgésicos simples e opioides

  • Dipirona e paracetamol: para dores leves.
  • Tramadol ou codeína: para dores moderadas.
  • Morfina, oxicodona, fentanil: para dores fortes.

Importante:
→ Opioides são seguros e não causam dependência quando prescritos de forma adequada.

b) Medicações para dor neuropática

Usadas para dor em queimação, dormência ou choques:

  • Pregabalina
  • Gabapentina
  • Duloxetina
  • Amitriptilina

Ajustam a sensibilidade dos nervos e ajudam na qualidade do sono.

c) Corticoides

Ajudam bastante quando:

  • O linfonodo está muito aumentado.
  • Há compressão de órgãos.
  • Existe dor inflamatória intensa.

Exemplo: Dexametasona, mas sempre com monitorização.

d) Radioterapia

Muito eficaz para:

  • Linfonodos grandes que comprimem estruturas
  • Massas tumorais dolorosas
  • Dor óssea localizada

Geralmente o alívio começa em poucos dias.

e) Tratamento da causa

No linfoma, a maior parte da dor melhora quando o tratamento oncológico começa a funcionar.

  • Quimioterapia reduz o tamanho dos linfonodos.
  • Radioterapia pode aliviar rapidamente áreas específicas.
  • Antibióticos tratam infecções que também causam dor.

f) Cuidados paliativos

Inclui:

Indicado desde o diagnóstico, não apenas em fases avançadas.

  • Ajuste de analgésicos
  • Suporte psicológico
  • Orientação nutricional
  • Apoio para o paciente e família

A meta é melhor qualidade de vida durante todo o processo.


Efeitos colaterais comuns das medicações para dor

MedicaçãoEfeitos mais comuns
Morfina, oxicodona, fentanilConstipação, náuseas, sonolência
Pregabalina / GabapentinaTontura, inchaço nas pernas, sono excessivo
AmitriptilinaBoca seca, prisão de ventre, sedação
CorticoidesAumento da glicose, retenção de líquidos, insônia
RadioterapiaFadiga, irritação de pele, náuseas locais

Importante: nunca interrompa opioides ou corticoides sem orientação médica.

Considerações finais: viver com dignidade e conforto é possível

A dor não deve ser encarada como algo inevitável no câncer. Com o avanço dos tratamentos, é possível viver com qualidade mesmo enfrentando doenças como o mieloma múltiplo.

Fale com seu hematologista sempre que houver dor, desconforto ou qualquer dúvida. O objetivo do tratamento é viver mais e melhor — com o máximo de bem-estar possível.

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